• IBOV 167.563 alta de 1,23%
  • USD/BRL R$ 5,48
  • SELIC 13,75%
  • IFIX 3.558 alta de 0,94%
  • BTC/BRL R$ 439.518 alta de 2,15%
  • DASA3 alta de 17,27%
  • LJQQ3 alta de 15,31%
  • RCSL4 queda de 15,85%
  • BRAV3 queda de 9,19%
  • ETF DEFI11 alta de 6,05%
  • BDR DUOL34 alta de 26,04%
  • FII CPSH11 alta de 4,84%
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Economia

Boletim Focus: IPCA de 2026 sobe a 5,22% e Selic a 13,50%

O Focus de 30/10 subiu IPCA, Selic e dólar para 2026 e 2027 e cortou o PIB. Veja a tabela com a semana anterior e 4 semanas atrás e o gancho do Copom.

Jhonny Cazoni8 min de leitura
Fachada do edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília

Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Foto: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Por causa do feriado de Finados, não houve divulgação do Boletim Focus na segunda-feira: pelo calendário do Banco Central, a edição desta semana saiu nesta terça-feira (3) e traz o relatório com data de sexta-feira, 30 de outubro. O retrato é de piora em quase todas as frentes: o mercado subiu as projeções de inflação, de juros e de dólar para 2026 e para os anos seguintes, e cortou de novo a de crescimento.

O boletim chega na semana em que o Copom se reúne. A reunião começou hoje, terça-feira (3), e a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano, sai amanhã, quarta-feira (4), a partir das 18h30.

Os números do Focus de 30 de outubro

A tabela compara a mediana das projeções com a da semana anterior (boletim de 23/10) e com a de quatro semanas atrás, tudo segundo o próprio relatório do Banco Central.

Indicador (mediana)AnoHá 4 semanasHá 1 semana30/10
IPCA (%)20265,015,195,22
IPCA (%)20274,304,344,76
IPCA (%)20283,803,754,00
Selic no fim do ano (% a.a.)202613,5013,2513,50
Selic no fim do ano (% a.a.)202712,0011,7512,50
Selic no fim do ano (% a.a.)202810,5010,0011,00
PIB (%)20261,851,801,76
PIB (%)20271,401,311,20
PIB (%)20281,811,811,80
Câmbio no fim do ano (R$/US$)20265,205,055,34
Câmbio no fim do ano (R$/US$)20275,285,155,40
Câmbio no fim do ano (R$/US$)20285,305,205,40
Fonte: Banco Central, Focus – Relatório de Mercado de 30/10/2026.

Resumi os números desta edição numa thread no X, com o gráfico.

Inflação: projeção para 2027 dá o maior salto

A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%. A mudança mais forte, porém, ficou mais à frente. A projeção para 2027 pulou de 4,34% para 4,76%, a terceira alta semanal seguida, e a de 2028 passou de 3,75% para 4,00%. Até a de 2029, que estava em 3,50% na semana anterior, subiu para 3,98%.

Para comparar: a meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto, ou seja, até 4,5%. Com o boletim de 30/10, o mercado passou a projetar inflação acima desse teto não só em 2026, mas também em 2027.

Entre quem atualizou a projeção nos últimos cinco dias úteis, os números são ainda mais altos: 5,22% para 2026 e 4,85% para 2027. A inflação de 12 meses suavizada à frente subiu de 4,53% para 4,96%.

Inflação mês a mês

Para outubro, a mediana ficou em 0,27%, pouco abaixo dos 0,28% da semana anterior. Para novembro, subiu de 0,33% para 0,35%, e para dezembro, de 0,58% para 0,60%.

Selic: mercado deixou de ver tanto espaço para cortes

A mediana para a Selic no fim de 2026 voltou de 13,25% para 13,50%, o mesmo nível de quatro semanas atrás. Para o fim de 2027, a projeção subiu de 11,75% para 12,50%, e para 2028, de 10,00% para 11,00%.

Em outras palavras, o mercado passou a esperar juros mais altos por mais tempo. Se você quer entender como cada nível de Selic se traduz no rendimento das aplicações, explicamos isso em quanto rendem os investimentos com a Selic a 13,75%.

O que o Focus diz sobre o Copom desta semana

O Focus também traz a projeção da Selic para cada reunião. Para a decisão de novembro, a desta quarta-feira, a mediana segue em 13,50% há cinco semanas, o que equivale a um corte de 0,25 ponto em relação aos 13,75% atuais. Mas há um detalhe: entre os participantes que atualizaram a projeção nos últimos cinco dias úteis, a mediana para novembro é de 13,75%, ou seja, manutenção. O mesmo vale para o fim do ano, com mediana de 13,75% nesse grupo mais recente.

Esse descompasso entre a mediana geral e a das respostas mais recentes é o principal ponto a acompanhar no comunicado de quarta. Se você quer saber o que olhar além do número, preparamos um guia sobre o que é o Copom e como ler o comunicado. Nos últimos dias, o tema dos juros também ganhou espaço no debate político, como mostramos no texto sobre a proposta de corte da Selic “na canetada”.

Dólar: projeção volta a subir

A mediana para o câmbio no fim de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, interrompendo três semanas seguidas de queda. Para o fim de 2027 e de 2028, a projeção passou a R$ 5,40. Entre as respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2026 é de R$ 5,40.

PIB: terceira semana de corte

A projeção de crescimento da economia em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, e a de 2027, de 1,31% para 1,20%, ambas na terceira semana seguida de baixa. Para 2028, a mediana ficou praticamente estável, em 1,80%.

O que acompanhar na semana

  • Quarta (4), a partir das 18h30: decisão do Copom sobre a Selic, com o voto de cada diretor.
  • Até terça (10): ata da reunião, prazo máximo previsto no regulamento do Copom.
  • Segunda (9): próxima edição do Focus, que já vai refletir a decisão.

A agenda completa está no nosso calendário econômico de 2 a 6 de novembro. Para saber como ler o boletim, veja a nossa edição do Focus de 13 de outubro.

O que muda para o seu bolso e para os investimentos

O Focus não é previsão nossa nem decisão do Banco Central: é a mediana das expectativas de instituições do mercado, segundo o relatório do BC de 30/10. Ele mostra o que o mercado espera, não o que vai acontecer.

No seu bolso

  • Preços: a mediana do IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, e a de 2027, de 4,34% para 4,76%, acima do teto de 4,5% da meta. Na nossa análise, isso indica que o mercado espera que o aumento do custo de vida demore mais para desacelerar, não só neste ano.
  • Crédito novo: a Selic esperada para o fim de 2027 subiu de 11,75% para 12,50%. Na nossa análise, para quem planeja um financiamento mais longo, a expectativa de queda dos juros ficou mais lenta do que se via uma semana antes.

Nas suas contas

Na nossa análise, o Focus serve como pano de fundo para planejar, não como gatilho. Se o mercado espera inflação acima de 5% em 2026, vale revisar no orçamento itens que costumam ser reajustados por índices de preços, como aluguel e contratos anuais, considerando que expectativa não é certeza.

Nos investimentos

  • Pós-fixados e Tesouro Selic: acompanham a Selic efetiva, não a expectativa. Nada muda neles por causa do Focus; mudam se o Copom alterar a taxa.
  • Prefixados: a taxa oferecida embute, entre outras coisas, as expectativas de juros e inflação. Quando elas sobem, títulos já em carteira tendem a oscilar no preço de mercado para quem vende antes do vencimento; quem leva até o fim recebe a taxa contratada.
  • IPCA+: pagam a inflação realizada mais uma taxa fixa. A expectativa mais alta de IPCA não altera esse mecanismo; o que conta é a inflação que de fato ocorrer.

O que acompanhar

  • A diferença entre a mediana geral para novembro (13,50%, corte) e a das respostas dos últimos cinco dias úteis (13,75%, manutenção).
  • Se a projeção de IPCA de 2027 segue subindo na edição de segunda (9).
  • O dólar esperado para o fim de 2026, que passou de R$ 5,05 para R$ 5,34.
Fontes

Foto de capa: edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0; recortada.


Conteúdo informativo, não constitui recomendação individual de investimento nem promessa de rentabilidade. Jhonny Cazoni, Consultor CVM 003880-6.

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Mercados em perspectiva

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  • USD/BRLDólar · PTAX vendaR$ 5,48Variação indisponívelBanco Central · 04/11, 13:05
  • SELICMeta Selic13,75% a.a.Variação indisponívelBanco Central · 05/11, 00:00
  • IFIXÍndice de fundos imobiliários3.558 ptsalta de 0,94%Brapi · 04/11, 19:14
  • BTC/BRLBitcoinR$ 439.518alta de 2,15%CoinGecko · 05/11, 06:00

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